8 exames ginecológicos que toda mulher precisa fazer

O colo do útero baixo é uma alteração na distância entre a vulva e o útero. Pode incomodar ou permitir que a mulher leve uma vida normal, inclusive se decidir engravidar. Para entender melhor o assunto, veja, abaixo, as explicações e as dicas da ginecologista Daniele Rosevics de Oliveira (CRM PR – 41516) da Plunes Centro Médico.

Índice do conteúdo:

O que é colo do útero baixo

A ginecologista esclareceu que existem 4 níveis de colo do útero baixo:

Daniele Rosevics de Oliveira (DRO): “O útero de uma mulher é separado da vulva (parte externa) pelo canal vaginal, que apresenta cerca de dez centímetros de comprimento. No caso do útero baixo, a distância entre a vulva e o colo é menor. Também chamado de prolapso uterino, pode se manifestar em quatro níveis. O primeiro é caracterizado pela descida do colo do útero até a vagina. No segundo, o colo do útero alcança a saída da vagina. O terceiro acontece se o colo do útero sair da vagina, alcançando o lado externo do corpo. Por fim, no último grau, em casos muito graves, o útero pode sair, por inteiro, para fora da vagina.”

Colo do útero baixo na gravidez

Como cada corpo é muito particular e sofre alterações específicas, é muito importante, durante a gravidez, acompanhar a saúde de seu órgão e entender alguns fatores sobre o colo do útero baixo durante a gravidez, que pode causar prisão de ventre e dificuldades para andar.

A médica pontuou que “há casos em que o útero baixo na gravidez pode ser algo bem arriscado, do mesmo modo em que há casos que a gestante precisa ser apenas acompanhada, porque não dependeria somente de um eventual prolapso uterino, mas também da competência do colo, por exemplo.”

Causas do colo do útero baixo

A doutora Daniele também falou sobre as principais causas do colo do útero baixo:

  • Fator genético: “algumas mulheres nascem com essa característica e outras a desenvolvem”, explicou Daniele.
  • Idade avançada: a doutora afirmou que “na mulher em idade avançada, fatores como obesidade, alterações hormonais, partos ou cirurgias pélvicas podem desencadear a descida do colo uterino.”
  • Fatores secundários: “problemas como bexiga caída, tosse crônica, constipação intestinal, excesso de pele na região abdominal, excesso de peso, tumores pélvicos e herniação das alças do intestino podem também contribuir para o colo do útero baixo”, citou a ginecologista.

Segundo a ginecologista, estas são as causas mais comuns para o colo do útero baixo. Continue acompanhando a matéria para compreender também os sintomas e como é feito o tratamento deste problema.

Sintomas do colo do útero baixo

Dentre os sintomas, a ginecologista citou:

  • Dor durante as relações sexuais: “como a distância entre o útero e a vagina é menor, pode haver desconforto e dor durante o ato sexual”, explicou a ginecologista.
  • Corrimentos frequentes: “o útero está mais exposto, próximo a vulva, por isso há maior risco de corrimentos e infecções.”
  • Incômodo vaginal: “a queixa mais comum é a de sensação de “bola” vaginal”, comentou Daniele. Ela deixou claro que o canal vaginal menor causa esse incômodo.
  • Dificuldade em usar coletores menstruais: “como devem ser introduzidos no canal vaginal para colher o sangue menstrual, o comprimento menor da região dificulta o encaixe do coletor.”

A doutora Daniele citou, também, outros sintomas menos comuns, mas que podem aparecer, como a dor lombar, a dificuldade para evacuar, urinar e até caminhar.

Tratamentos para o colo do útero baixo

Mulheres que apresentam sintomas de colo do útero baixo devem procurar sua ginecologista de confiança e cuidar do peso. Até porque, conforme a doutora Daniele explicou, “o tratamento é indicado de acordo com os sintomas apresentados em cada mulher.” Quando as infecções são frequentes, podem ser recomendados medicamentos, mas “se sente dores e dificuldade para urinar, seria mais adequado realizar uma cirurgia.”

Além disso, a ginecologista citou os exercícios de Kegel (fisioterapia pélvica), para fortalecimento da região; o laser ginecológico, para “melhorar a sustentação das paredes vaginas e do assoalho pélvico”; e o uso de “cremes ou anéis contendo hormônio, que são aplicados no canal vaginal e ajudam a restaurar o tecido desta região.”

Como você pode ver, o colo do útero baixo tem tratamento e permite levar uma vida normal. O mais importante é visitar sua ginecologista com frequência, observar os sinais do seu corpo e conversar sobre possíveis incômodos. Agora, aproveite e leia também a matéria para saber se seu ciclo menstrual é saudável.

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